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Terrível e Horrível

Terrible et Horrible

Num lindo dia de Agosto, mais uma vez, o pânico instalou-se no reino de Leste: Terrível voltou. A população está aterrorizada! Pois Terrível é insaciável: tudo quanto ele puder deglutir, Terrível deglute-o. Tudo quanto ele puder engolir, Terrível engole-o. Tudo quanto ele puder devorar, Terrível devora-o.
Em estado de pânico, os agricultores procuram esconder as vacas, os porcos e as galinhas: de nada adianta, Terrível dá sempre um jeito de lhes dar uma dentada. Em estado de pânico, os ceifeiros procuram ceifar os campos de trigo, de cevada e de aveia: de nada adianta. Terrível dá sempre um jeito de os mastigar.
Animais ou vegetais, Terrível engole-os a todos de uma só vez.
Saturado, o povo do reino do Leste vem queixar-se ao rei:
- Já chega, isso não pode continuar assim, grita o povo. Mande as suas tropas, faça como bem entender, mas deixe-nos em paz!
Irritado pela cólera dos indivíduos, o rei reúne as suas tropas todas para caçarem o importuno do reino do Leste. Deparam-se com Terrível, o qual está a tirar uma soneca no meio do vale:
- Terrível, troa o rei, isso vai ter de acabar. Todos os anos, é sempre a mesma a coisa, chegas aqui e devastas todo o meu reino. Basta! Vai dar uma volta até ao reino do meio e deixa-nos em paz!
Perante a coragem do rei e das suas tropas, Terrível decide abandonar o reino do Leste com rumo ao reino do meio.
Mas, uma vez no reino do meio, Terrível exclama:
- Mas que diacho de reino é este: aqui não há mais nada senão calhaus. Não há aqui nada para “terribilizar” !

Num lindo dia de Agosto, mais uma vez, o pânico instalou-se, mais uma vez, no reino do Oeste: Horrível voltou. A população está aterrorizada! Pois Terrível é detestável: tudo quanto ele puder assustar, Horrível assusta. Tudo quanto ele puder apavorar, Horrível apavora. Tudo quanto ele puder amedrontar, Horrível amedronta.
Em estado de pânico, os habitantes procuram esconder os cães, os gatos e os peixinhos vermelhos: de nada adianta. Horrível dá sempre um jeito de os atormentar. Em estado de pânico, os pais procuram dissimular os filhos, os velhinhos e as meninas : de nada adianta. Horrível dá sempre um jeito de os atemorizar.
Animal ou humano, Horrível vidra-os a todos de medo.
Saturado, o povo do reino do Oeste vem queixar-se ao rei:
- Já chega, isso não pode continuar assim, grita o povo. Mande as suas tropas, faça como bem entender, mas deixe-nos em paz!
Irritado pela cólera dos indivíduos, o rei reúne as suas tropas todas para caçarem o indesejável do reino do Oeste. Deparam-se com Terrível, o qual está a tirar uma soneca no meio do vale:
- Horrível, troa o rei, isso vai ter de acabar. Todos os anos, é sempre a mesma a coisa, chegas aqui e envenenas todo o meu reino. Basta! Vai dar uma volta até ao reino do meio e deixa-nos em paz!
Perante a coragem do rei e das suas tropas, Horrível decide abandonar o reino do Leste com rumo ao reino do meio.
Mas, uma vez no reino do meio, Horrível exclama:
- Mas que diacho de reino é este: aqui não há mais nada senão calhaus. Não há aqui nada para “horribilizar “!

- Terêncio! Horácio! O que andais a tramar desta vez? A vizinha telefonou, toda preocupada, a perguntar se andávamos a matar algum porco e o Senhor Aziz até já queria chamar os bombeiros!
A mãe vai toda lançada, furiosíssima. Mau mau mau, vamos ter conversa!
- Meu Deus, o meu rico jardim! E olhem só para o quintal! O que andaram a fazer? E o gato? Porque está ele a miar feito um desalmado lá no cimo da macieira? E porquê que o cão está todo aninhado no fundo da sua casota?
Terêncio e Horácio, já a meio do caminho de gravilha, baixam a cabeça.
- Não acredito nisto, voltaram a brincar ao Terrível e Horrível! Já chega de asneiras. Acho bem que arrumem isto tudo. Depois, ficam de castigo no vosso quarto até à hora do jantar!  
Bichano, Bichano, anda, vamos Bichaninho.


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